Meu coração dispara e as minhas mãos suam. Eu tenho mil coisas pra fazer. Por que diabos eu me sento e sinto essa necessidade incontrolável de escrever? E o quê? E pra quem enfim? É como se cada digitada fosse uma acalmada na alma. Quase ínfima, visto que o coração, inquieto por natureza, assim continua a bombear não só meu sangue, mas todas as minhas angústias.
Tá meio frio. Só posso estar doente, porque aqui nunca é frio. E minha cabeça dói. Existe alguma coisa que comprime minhas veias. E tem esse friozinho na barriga, essa sensação de ansiedade que me consome.
Vou sair daqui porque a internet, ao mesmo tempo em que me traz muita coisa boa, sabe trazer à tona o pior de mim. Esta sou eu querendo consertar o que não tem conserto e querendo extravasar o que trago de mais sufocado.
E vou embora porque, por me conhecer demais, sei que sou melhor sã. E coração apertado, ainda mais sem explicação lógica, implora por filme. Longe do inatingível, das confusões em que me meto, do que tento controlar e é mais forte que eu. E, mesmo não querendo, esta mesma internet me faz ser transparente em tudo que digo, em tudo que escrevo. E transparência é faca de dois gumes: atrai coisas verdadeiras e boas, mas resulta num furacão de conseqüências inimagináveis.
4 comentários:
E quem disse que viver não dói?
Aquele que sabe aonde quer chegar, já andou a metade do caminho.
(Ditado budista)
Tu és meu espelho, Pri?!
"tento controlar e é mais forte que eu. E, mesmo não querendo, esta mesma internet me faz ser transparente em tudo que digo, em tudo que escrevo. E transparência é faca de dois gumes: atrai coisas verdadeiras e boas, mas resulta num furacão de conseqüências inimagináveis."
Ótimo texto, Pri!
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