“Tá calada hoje...”
Estou mesmo. Sabe aqueles dias em que se pensa em um milhão de coisas e, se alguém perguntar no que estamos pensando, não saberemos responder?
Eu e minha mãe conversando via MSN, embasbacadas com a constatação de como as pessoas podem se mostrar rancorosas, mesquinhas e pequenas diante de certas situações, comentamos a respeito do que nos resta diante disso: decepção.
Cada romance com suas particularidades, todos eles com um ponto em comum: a idealização da pessoa amada. Quando nos aproximamos dela, quando nos deixamos envolver, quando passamos a desejar a companhia, o som da voz, compartilhar momentos e nos pegamos viciados na amada, game over.
Amamos muito mais o que a pessoa representa, o que ela nos faz sentir quando estamos com ela, as loucuras emocionais que vivenciamos por causa dela e, acima de tudo, nossas expectativas de felicidade criadas sobre ela.
Depois da paixão desenfreada e da convivência diária, surpresa: mera e simples mortal. Os defeitos da criatura amada terminam majorados diante dos nossos olhos e a tendência é que nos decepcionemos profundamente, simplesmente porque criamos uma maravilha que não existe. Ou existe, mas cheia de defeitinhos, como todo ser humano tem que ser.
Isso me lembra uma frase de Elizabeth Gilbert: “Se você quiser mesmo conhecer alguém, precisa se divorciar dessa pessoa”. E é assim que é.
A primeira verdade que extraio dos meus pensamentos é a de que a gente supervaloriza as pessoas quando se deixa envolver. A segunda é a de que eu posso me sentir sozinha e sofrer horrores com isso, mas quero enxergar as coisas do jeito que elas são, vivendo as pessoas ao invés de idealizá-las. Enquanto ainda descubro como se faz isso, fico assim, quietinha.
“I fell in love with a dream that I built of you”.