quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ne me quitte pas

Hoje é feriado. Sentei-me numa mesa com Halysson Britto e conversei todas aquelas coisas que dois amigos conversam. Do mais simples às psicopatias mais loucas do ser humano. Sei que teve uma hora em que me dei conta daquilo que me persegue todos os dias: ele vai embora.

Primeiramente, saibam que eu tenho 22 anos. Conheci Halysson há 10 anos. Raciocinem comigo: é quase metade da minha vida! É ele quem sabe de absolutamente tudo de mim. Meu diário masculino ambulante. Aí, direito dele (digo isso pra aceitar, pra me convencer), ele decide ir embora.

Tenho seriíssimos problemas com pessoas que vão embora. Sou um verdadeiro parodoxo. Aprendi a ser forte em relação a relacionamentos amorosos e esqueci da fortaleza em relação aos amigos. Não sei, simplesmente não consigo, dar tchau. E não tem quem me convença de que as coisas serão iguais.

Tive 3 namorados. Em todas as minhas relações, minha maior dificuldade foi abrir mão do dia-a-dia. Como deixar as pessoas simplesmente irem embora? Por mais que as relações não estejam dando certo, pensar que elas não vão mais fazer parte da minha vida, me dá pânico.

Eu sei, eu sei... a amizade não muda. Mas é que, antes de tudo, eu preciso calar esse monstro que mora dentro de mim e que queria agrupar tudo e todos embaixo das minhas asas. Deixar ir. Preciso aprender a ir e deixar ir.

5 comentários:

Rayssa. disse...

Que lindo, amiga. ^^

Kamyla disse...

"Como deixar as pessoas simplesmente irem embora?" Também não aprendi ainda... =/
Ótimo texto!

keka disse...

Tenho que dizer que esse texto me descreve, em várias maneiras. Primeiro porque eu sou daquelas que sempre pratica o desapego, que se adapta fácil a várias situações, etc. Mas when it comes to deixar as pessoas saírem da minha vida, hmm.. aí complica. Faço bico, faço drama e, finalmente, faço força, mas sempre acabo penando antes de superar isso. Rum! Se eu fosse falar, mesmo, esse comentário dava um post novo.. hehehe bêjo!

Anônimo disse...

Amar é isso: abrir mão de muitas escolhas para agarrar-se a uma só. Ao mesmo tempo que é preciso entender que possamos estar entre as várias escolhas que o outro abriu mão.

Halysson Britto disse...

Paxones, nao canso de ler esse texto! =**** xeruuuu !

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